Um domingo para ver a Bogotá do passado e do presente
06 junho, 2011 - Escrito por: Rafael Carvalho
Com grande parte das ruas fechadas para ciclistas e pedestres, vale a pena caminhar pela cidade aos domingos
Logo ao sair hoje pela manhã, Bogotá me surpreendeu novamente. Aos domingos, 122Km de ruas são fechados para ciclistas e pedestres. Um verdadeiro convite para que todos fossem para as ruas. E claro que eles – e eu – fomos. A Carrera 7 é uma das principais avenidas, corta a cidade de Norte a Sul, e era uma das fechadas entre as 7h e as 14h.

A maneira mais comum de começar a conhecer a capital colombiana é pela Plaza de Bolívar, onde fica a estátua de Simón Bolívar, responsável pela independência da Colômbia e de outros 5 países.

Tomada por pombos, é local de manifestações públicas e celebrações.

Ali está a Catedral Primada, construída em 1556, mas que já teve de ser reconstruída depois de um forte terremoto em 1785.

Em volta da praça também estão o Palacio de Justicia e o Capitolio Nacional, sede do Congresso.

Atrás do Capitolio, seguindo pela Carrera 7, está a Casa de Nariño, onde mora o Presidente Calderón. A segurança é intensa, mas com um bate-papo com os policiais é possível fotografar o prédio.

Independente de atrações pré-programadas ou não, caminhar sem rumo pela La Candelaria já vale o passeio, inclusive porque ali estão os museus mais importantes (que já ganharam um post especial). O que vale também é passar pelo centro de informações turísticas, na própria Plaza de Bolívar, e ver quais regiões é aconselhável evitar.
Apesar de temerem a segurança dos visitantes, achei Bogotá muito segura. Não tem um lugar para onde você olhe que não tenha um grupo de policiais ou um carro de polícia circulando. Acho que esta presença faz parte do processo de segurança pública que começou no final dos anos 90 e mudou radicalmente os índices de violência da capital.

Dali, seguindo pela Carrera 7 e virando à direita na belíssima Avenida Jiménez, chega-se à Estação Monserrate, ponto de partida para uma visita ao Cerro Monserrate, uma enorme montanha a 3152 metros acima do nível do mar. No topo, fica o Santuario del Señor Caído, destino de muitos peregrinos principalmente durante os finais de semana. Mas não pense que este é um pretexto para você desistir de visitar o lugar em um domingo, porque é o dia em que os preços caem pela metade e a subida de teleférico ou funicular sai por 8.200 COP (US$5).

Por falar neles, você escolhe se quer subir ou descer de teleférico ou funicular, um trenzinho que segue um trilho muito íngreme. Pode também combinar subir por um e descer por outro, que foi o que eu fiz. Subi de funicular e desci de teleférico.

A vista lá de cima é incrível. Dá pra se ter a ideia do tamanho que é Bogotá e de como ela se espalha por este vale nos Andes. Dizem que em dia de tempo aberto, algo bem imprevisível para cá, dá para ver o pico nevado de Tolima.

Próximo da igreja do topo existem dois restaurantes (com preços conhecidos por serem inflacionados) e um café, bem mais cabível no meu orçamento. Aproveitei para experimentar o ajiaco con pollo (COP 7.500 – US$4), uma sopa típica muito consumida pelos colombianos. É bem boa, viu? Apesar da cara meio apagadinha. Como acompanhamento, arroz e abacate!

Visitar o Cerro Monserrate, assim como La Candelaria, não pode ficar fora do roteiro de qualquer um que vem a Bogotá!







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